Notícias

  • RETOMADA ECONÔMICA DEVE MELHORAR A DEMANDA POR CARNE BOVINA

  • Data: 12/06/2017
  • Fonte: http://www.cnabrasil.org.br/sites/default/files/sites/default/files/uploads/13_pecuariadecorte.pdf
  • RETOMADA ECONÔMICA DEVE MELHORAR A DEMANDA POR CARNE BOVINA
  • RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA COMBINADA COM A PREFERÊNCIA DO CONSUMIDOR PELA CARNE BOVINA E O PROVÁVEL CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES PODEM FAVORECER A CADEIA DA BOVINOCULTURA. A expectativa de queda de inflação e a do Risco Brasil, aliadas à retomada da confiança de empresários e consumidores, são sinais de que a economia brasileira começa a se recuperar. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, o produto interno bruto (PIB) brasileiro de 2017 deve voltar a crescer em 1,3%. Ainda que tímida, a projeção de crescimento do PIB é positiva para a economia favorecendo um discreto aumento no poder de compra do brasileiro, porém o consumo interno de carne bovina deverá continuar retraído, não caindo mais na preferência do brasileiro pela carne bovina. Em 2016, a disponibilidade de carne bovina indica um consumo interno semelhante ao de 2015, em torno de 33 kg/habitante/ano, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, com a recuperação da economia, é provável que possamos reverter a queda observada na última década e retomar o crescimento no consumo, que já chegou a 40 kg/habitante/ano. Outro ponto positivo é que a produção nacional de carne bovina vem crescendo a taxas maiores do que nos anos anteriores, em decorrência do aumento da produtividade. Nos últimos 13 anos (2003 a 2015), a produção teve um incremento de 57%, analisando o rebanho no mesmo período, nota-se alta de 19 milhões de cabeças. Os dados sobre abate bovino do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao primeiro trimestre de 2016, indicam aumento no volume de carne a ser produzida da ordem de 2% comparativamente a 2015, após dois anos seguidos de queda. Contudo, considerando que a demanda aumenta sazonalmente no segundo semestre do ano, estima-se que o aumento supere 3%. Do lado da produção, a safra de bezerros deverá dar suporte à oferta de gado para engorda, com uma perceptível melhora na disponibilidade das categorias jovens. As vendas de boi gordo deverão ser maiores no próximo ano, enquanto os pesos das carcaças deverão aumentar com boas condições de forragens e menores custos dos alimentos. Para o próximo ano, os preços do boi gordo deverão ficar abaixo das cotações de 2016, já que a oferta de animais terminados deverá ser maior. Na conjuntura internacional, a demanda pela carne bovina continua aquecida. Há expectativa de aumento dos embarques brasileiros para Ásia em 2017, especialmente para Hong Kong e China. Estes países costumavam comprar carne bovina da Austrália, mas, considerando a diminuição do abate bovino naquele país e o dólar cotado entre R$ 3,10 e R$ 3,50, nosso produto tornou-se competitivo e bastante acessível ao mercado asiático, permitindo ao Brasil continuar exportando volumes expressivos. Entre os principais destinos da carne bovina brasileira, destaca-se Hong Kong, que lidera o ranking, apresentando um faturamento de US$ 750 milhões e um volume de 214 mil toneladas Balanço 2016 | Perspectivas 2017 116 exportadas no acumulado de janeiro a setembro de 2016 (gráfico 1). A China também se destaca entre os principais destinos devido a seu potencial de compra. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o consumo de carne bovina na China deverá atingir, neste ano, a marca recorde de 3,86 Kg por habitante, ante 3,03 Kg há uma década. De janeiro a setembro, as compras chinesas aumentaram 14% em comparação ao mesmo período do ano passado. A recente abertura do mercado norte-americano para a carne bovina in natura do Brasil também é outro motivo de boas expectativas, não pelo volume exportado no primeiro mês de embarque, que atingiu apenas 126 toneladas, mas por contribuir com a visibilidade da carne brasileira no exterior, o que pode ajudar na formação do preço do nosso produto e pela abertura de novos mercados. Países como Japão, Canadá, México e Coreia do Sul, seguem os Estados Unidos como referência em exigências sanitárias e negociam com os mesmos exportadores.

<< Voltar