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  • Presidente Venceslau tem 2º melhor pagamento à vaca gorda, diz Escritório de Desenvolvimento Rural

  • Data: 16/05/2018
  • Fonte: https://www.tribunalivrepv.com/news.php?id=10034
  • Presidente Venceslau tem 2º melhor pagamento à vaca gorda, diz Escritório de Desenvolvimento Rural
  • No Estado de São Paulo, conforme informou o EDR (Escritório de Desenvolvimento Rural), Presidente Venceslau tem o segundo melhor preço pago para arroba da vaga gorda. A cifra é de R$ 131,99 e fica atrás apenas da região de Lins (SP), que paga R$ 0,98 a mais. Os dados são de acordo com os números disponibilizados pelo IEA (Instituto de Economia Agrícola), conforme os preços diários pagos no dia 27 de abril – última atualização. Em relação ao boi gordo, o escritório analisado está com o terceiro melhor pagamento, no valor de R$ 144.59.
    Para o diretor-técnico do EDR, Felipe Melhado, isso é por conta da tradição de ter uma região fluente na pecuária de corte. “Os maiores rebanhos estão aqui. E isso também é um pouco da lei de oferta e procura”, complementa. Ainda de acordo com ele, o fato de acontecer muitos leilões no entorno ajuda no preço praticado.
    Sem falar na qualidade, segundo Felipe. A potencialidade do gado, também originada de grandes confinamentos, traduz no valor que será praticado. Para ele, isso é positivo, pois é sinal de que a região está sendo bem valorizada. “Valor alto é sinal de qualidade. E qualidade é sinal de investimento e procura por frigoríficos”, pontua.
    O EDR de Presidente Prudente, como poder analisado na tabela, não tem uma qualificação tão boa quanto Venceslau, no que tange ao preço. O escritório oferece um ganho melhor quando se fala apenas da produção de boi magro nelore, já que a unidade é paga em R$ 1.920, sendo a quarta melhor do Estado inteiro. Aliás, tirando essa categoria específica, o EDR em questão está abaixo de todos os valores da média estadual (veja tabela).
    Padrão
    Por outro lado, o presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente, Carlos Roberto Biancardi, não vê muita diferença nas cifras praticadas aqui na região, ao analisar Prudente e Venceslau. “O preço é mais ou menos padronizado. É lógico que, conforme o tipo do animal e a proximidade do frigorifico, são fatores que acabam provendo uma diferença real. Assim como que, evidentemente que um produtor que está com um lote de confinamento acaba puxando o preço um pouco”, completa. A engorda em confinamento é conhecida por ter mais qualidade.
    Mas isso não quer dizer que os preços fogem de um determinado patamar, ainda de acordo com Biancardi. O que ele também não deixa de citar é que quem baliza o mercado são os grandes frigoríficos. “Eles têm uma política de monopólio. De repente, em função de algo específico, o preço pode variar, mas ele volta”, argumenta o presidente. À reportagem ele reitera que os preços diários variam muito.
    No entanto, o assunto, aliás, é discutido diariamente no meio rural, uma vez que já houve épocas melhores no que se trata do lucro. “Não podemos deixar de destacar que a crise política que envolveu grandes marcas, devido à operação Carne Fraca, interferiu bastante de 2017 pra cá. A gente tem muita dificuldade ainda para trabalhar. São reflexos na economia que o produtor tem pouco poder para mudar”, finaliza. 

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